
O legado do humorista Paulo Gustavo foi celebrado no último domingo, 12, durante o Festival du Cinéma Brésilien de Paris, na França. Em um momento de emoção e reconhecimento de sua contribuição ao cinema nacional, o troféu em homenagem à obra do artista foi recebido por seu viúvo, Thales Bretas, que expressou sua gratidão e emoção nesta segunda-feira, 13.
A homenagem em Paris reconhece a trajetória marcante de Paulo Gustavo e seu impacto significativo no cenário cinematográfico brasileiro. A escolha da cidade tem um simbolismo especial para Thales Bretas, que relembrou momentos vividos ao lado do humorista na capital francesa. Ele mencionou, inclusive, uma ocasião pré-pandemia em que, passeando pelas ruas de Paris, ambos descobriram uma matéria do prestigioso jornal Le Monde destacando o sucesso de “Minha mãe é uma peça” no Brasil.
Em suas redes sociais, Thales Bretas descreveu a emoção de receber tal honraria como “inenarrável”. Ele sublinhou o orgulho de ter feito parte da história contada de forma tão “delicada, amorosa e engraçada” por Paulo Gustavo. No palco, Bretas esteve acompanhado pela atriz Ingrid Guimarães, que interpretou a personagem Soraia no longa “Minha mãe é uma peça”, lançado em 2013.
O Festival du Cinéma Brésilien de Paris contou ainda com a presença de outros nomes proeminentes do cenário artístico nacional, como Lázaro Ramos, Antônio Pitanga e Maria Candido, que prestigiaram o evento ocorrido no domingo anterior. Em seu discurso, Thales Bretas reforçou a importância da qualidade do cinema brasileiro, afirmando que ele “deve, sim, ser transmitido ao mundo todo”, destacando a relevância da arte como ferramenta de transformação.
Finalizando sua manifestação, o viúvo de Paulo Gustavo enfatizou que o legado do humorista “permanecerá eterno, assim como o impacto dele na vida de todos que puderam ser tocados por essas histórias”. Ele concluiu sua fala destacando o poder da arte, que “transforma. Cura. Eterniza. Emociona. Traz pertencimento”, e reiterou a máxima de que “rir continua sendo, e sempre será, um ato de resistência”, solidificando a mensagem de resiliência e a perenidade da obra de Paulo Gustavo.