
Em uma movimentação urgente para estancar prejuízos, o BRB (Banco de Brasília) está negociando a venda de uma carteira de crédito avaliada em quase R$ 1 bilhão para os gigantes Itaú e Bradesco. Segundo informações exclusivas divulgadas pelo Estadão, a operação visa levantar caixa rapidamente para cobrir o rombo deixado por ativos “podres” ligados ao Banco Master.
A carteira em negociação é composta por empréstimos concedidos a estados e municípios, que possuem garantia da União, o que torna os ativos atrativos e de baixo risco para os compradores. No entanto, para o BRB, a venda representa uma medida de emergência diante da exposição tóxica aos negócios do Banco Master, instituição que vem protagonizando uma crise financeira com efeito dominó no mercado.
O cenário se agravou nas últimas horas com desdobramentos envolvendo outros players. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank, braço digital do Master, após calote confirmado. Como consequência direta dessa crise, a Mastercard executou dívidas e acabou assumindo cerca de 31% das ações da varejista Westwing, tornando-se acionista involuntária da companhia, conforme apurado pelo mercado financeiro.
A operação do BRB com Itaú e Bradesco ainda depende de aprovações regulatórias, mas expõe a fragilidade causada por instituições menores que, até então, operavam fora do radar do grande público, gerando agora um impacto sistêmico no setor bancário nacional.