Rio de Janeiro confirma 211 casos de mpox em 2026 e supera marca do ano anterior

João Siqueira
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Créditos/Reprodução Internet

O estado do Rio de Janeiro contabilizou 211 infecções confirmadas por mpox ao longo de 2026, de acordo com dados compilados pelo Centro de Informações Estratégicas e Resposta de Vigilância em Saúde (CIEVS-RJ). O monitoramento oficial aponta ainda que outras 119 ocorrências suspeitas permanecem sob investigação das autoridades sanitárias fluminenses.

O balanço consolidado representa um crescimento de 77% na comparação com todo o volume registrado no ano passado, ocasião em que 119 diagnósticos foram apurados. O mês de setembro despontou como o período de maior alta dos últimos três anos no território estadual, somando isoladamente 45 confirmações da enfermidade.

Diante do avanço do vírus, dez pacientes cumprem internamento para tratamento da infecção nas instalações da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), localizada no bairro de Manguinhos, na Zona Norte da capital fluminense. Em âmbito nacional, o Ministério da Saúde reportou 665 casos confirmados da doença até o final de outubro de 2026.

Com esse panorama, o Rio de Janeiro ocupa o segundo lugar entre as unidades federativas com maior incidência do vírus no país. O estado de São Paulo figura na liderança do levantamento nacional, contabilizando 268 diagnósticos positivos no mesmo período.

Provocada pelo vírus MPXV, a mpox caracteriza-se como uma zoonose transmissível entre animais e seres humanos, além de apresentar propagação interpessoal. A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro esclarece que os sintomas primários envolvem erupções ou lesões cutâneas, aumento dos linfonodos — conhecidos como ínguas —, febre, dores de cabeça e no corpo, calafrios e fraqueza.

O contágio ocorre predominantemente pelo contato direto com as feridas na pele, fluidos corporais ou objetos contaminados, a exemplo de vestuários, lençóis e itens de higiene pessoal. A disseminação por gotículas respiratórias também é possível, embora demande proximidade física constante e prolongada com o indivíduo infectado.

Para conter a proliferação, a pasta de saúde municipal orienta a população a evitar o contato direto com pessoas sob suspeita ou confirmação da doença. Nas situações em que a interação for indispensável, recomenda-se a utilização de equipamentos de proteção individual, incluindo luvas, máscara, avental e óculos de proteção.

A higienização frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel permanece indispensável, sobretudo após eventual contato com infectados. As diretrizes oficiais estabelecem que indivíduos com sintomas compatíveis procurem atendimento em uma unidade de saúde para avaliação e iniciem o isolamento imediatamente, abstendo-se de compartilhar talheres, toalhas e roupas de cama até o término do período de transmissão.

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